Os anti-sociais
Brunner Macedo, Gisllene Rodrigues, Marcos Reis, Vanessa Duarte
São 8 da manhã, hora de ligar meu computador e desfrutar da minha vida virtual no Orkut, Twitter, Facebook, MySpace, MSN, LinkedIn, Tumbrl, Skype, Flickr, ChatRollete, e tantas outras redes sociais que já me esqueci até da senha. Olhem só! José perdeu a amada! Terezinha está indo ao shopping! Iracilda matou uma barata! E eu? O que escreverei hoje? Como é vital essa necessidade de “glamourizar” minha vida! Eu me sinto um deus!
De acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen, o Brasil é o país mais conectado em redes sociais. Nelas estão presentes 86% dos usuários que passam, em média, cinco horas neste tipo de site. Com tantos usuários, era de se esperar um progresso em relação ao acesso às informações, relevantes para o desenvolvimento social, intelectual, etc. Contudo, isso infelizmente não acontece! A maioria dos usuários não sabe utilizar as redes corretamente.
Cada vez mais as redes sociais estão envolvidas em polêmicas. Podemos observar comunidades no Orkut que defendem o uso de drogas ou a pedofilia; menores de idade que fazem relações sexuais em frente às câmeras e acabam sendo assistidos por muitas pessoas; indivíduos que difamam outros; divulgação de conteúdos com teor preconceituoso; trabalhadores divulgando informações que ferem a imagem da empresa onde operam.
Após a apuração dos votos das eleições presidenciais deste ano que levou Dilma Rousseff ao posto mais importante do país uma guerra de insultos tomou conta de diversas redes sociais. “Nordestino não é gente”, “Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”, escreveu no Twitter a paulistana Mayara Petruso despertando a indignação de usuários por todo país. A inconsequência da garota tomou dimensões que ela mesma não previa, ganhando até mesmo as páginas dos jornais. A noção de disseminação do conteúdo publicado na internet muitas vezes é perdida, é preciso que os internautas saibam que todos podem ter acesso àquilo que é publicado na rede.
Os ambientes virtuais oferecem muitas possibilidades de uso construtivo, porém muitas pessoas não conhecem essas possibilidades, ou se conhecem, não fazem questão de se valerem delas. “As redes sociais podem ser uma boa vitrine se usadas de forma positiva, mas, aqui no Brasil, parece que muita gente ainda não percebeu que usar a internet exige uma postura mais cautelosa", explica Celeste Boucinhas, sócia da Boucinhas & Campos Talentos Humanos, em entrevista ao Yahoo! Brasil.
As redes sociais devem ser utilizadas para proporcionar comunicação, informação e cooperação entre as pessoas e organizações. Em vez de serem nossas inimigas, vamos tornar as redes sociais nossas amigas!
Legalize
Rinaldo Augusto
Muito se comemora e proclama o crescimento econômico-social brasileiro dos últimos anos. As instituições governamentais, religiosas, educacionais e financeiras se expandiram e fortaleceram, contribuindo na formação cidadã e cultural nos cinco estados do país de maneiras variadas. O esclarecimento intelectual no Brasil, por outro lado, não acompanhou esse progresso; nas mais distintas classes sociais, o falso moralismo e a ignorância a respeito de assuntos polêmicos ainda são significantes.
A votação sobre a Proposta 19, em favor da legalização da maconha, realizada no estado da Califórnia na semana passada, terminou em fracasso para os defensores da proposta e em tom de festa na Casa Branca: aproximadamente 54% dos eleitores votaram “não” confirmando pesquisas prévias realizadas pela CNN e pelo Los Angeles Times. Apesar disso, para o Drugs Policy Alliance – organização sem fins lucrativos que tem como objetivo acabar com a guerra contra as drogas nos Estados Unidos – isso não representa um resultado negativo. Segundo o diretor Steve Gutwillig, a Proposta 19 decididamente levou a questão da legalização ao centro da política americana, quebrando uma incômoda e ultrapassada espiral do silêncio a respeito do assunto.
Antes de questões jurídicas a respeito da droga, portanto, é no mínimo interessante que se tenha conhecimento válido a respeito do consumo da maconha. Droga não é demônio, e tragicamente o pesquisador do entorpecente é rotulado, mesmo no ambiente acadêmico, como ‘drogado’ e ‘promotor do vício’. De qualquer forma, vamos a algumas verdades incômodas.
Primeiramente, os benefícios médicos da Cannabis Sativa são provados e as oportunidades econômicas são reais. Pouca gente sabe que a maconha também é fonte de matéria prima. Há possibilidades de uso do cânhamo – a fibra extraída no cultivo – como remédio, combustível e até mesmo na alimentação. Assim sendo, proibir a planta da maconha é como proibir o álcool e o etanol por causa da pinga.
Pinga essa, aliás, que mata mais do que a droga ilegal. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em um estudo realizado em 11 países, incluindo nosso Brasil orgulhosamente emergente, quase 9% das mortes contabilizadas têm relação com a indústria do tabaco; 3,2% com o consumo de bebidas alcoólicas; e somente 0,4% com drogas proibidas, sendo a parcela relacionada à maconha insignificante – uma overdose de THC é cientificamente impossível. É uma enorme hipocrisia o cigarro no fim do expediente e a cerveja obrigatória aos domingos não serem tão restringidos socialmente.
Por fim, é bastante conhecido – mas ainda assim nem de perto divulgado de maneira justa – que a política de repressão não tem funcionado. “É ineficaz, só gera mais morte e tiroteio. Tem muito mais gente morrendo na guerra do tráfico do que propriamente usando a droga. Eu vejo a questão das drogas como uma questão de saúde pública”, afirmou recentemente o ator de Tropa de Elite 2, Wagner Moura, que apóia a legalização. Porque, então, não pensar em uma alternativa legal e mais humana a respeito da maconha, a exemplo da Holanda e mais recentemente Argentina?
Todos esses são apenas fatos concretos que não podem ser ignorados pelo cidadão brasileiro. Minha luta pessoal é contra o preconceito desmedido e infundado em relação a erva. A legalização e descriminalização da droga certamente têm também suas falhas e defeitos, exige cidadania e uma enorme responsabilidade. Mas se as expectativas políticas e financeiras a respeito do Brasil no cenário internacional estiverem corretas, não nos deveria faltar habilidade para repensarmos a opinião pública do país frente às drogas.
Política a La sujeira
Nayla Gomes
Os santinhos – propaganda com foto e número do candidato – estão para as campanhas políticas como o arroz com o feijão está para o prato do brasileiro. Ele oferece facilidade no momento da votação, já que contém os números no verso, e o eleitor pode guardar no bolso sua “cola”. Além de ser o cartão de visita dos candidatos, é através deles que muitos divulgam sua candidatura.
Se você escuta a opinião dos nossos candidatos, provavelmente é essa versão que chegará até você. Porém, basta sair nas ruas para notar o contrário.
É uma verdadeira poluição visual. Por todo canto da cidade estão espalhados os santinhos e os cavaletes de publicidade que se tornaram ainda mais presentes nessa campanha eleitoral. Segundo o presidente da Comurg, Luciano de Castro foi retirado da cidade de Goiânia 140 mil quilos de materiais usados nesse período.
O lixo eleitoral, na maioria das vezes, não pode passar por processo de reciclagem, pois sua coloração e exposição à chuva e poeira impedem a técnica. O destino dessa tonelada de papéis são os aterros sanitários causando prejuízos para toda a cidade. Por isso, além da poluição visual causam um problema ambiental.
Os trabalhadores da limpeza urbana também sofrem com essa causa, lutam para retirar toda a sujeira. E assim, impedem que bueiros entupam e acabem causando alagamentos. Sem contar, os moradores que precisam pegar a vassoura e sair de casa pra limpar suas ruas.
É notável a opinião da população que reprova a ação dos sujões, desta forma fica claro que jogar milhares de papéis pela vias públicas não conquistam o voto do eleitor. Ao invés, de causar todos esses transtornos, os políticos deviam cuidar da cidade e dar o exemplo. Não existe outra forma de mostrar para os cidadãos sua existência?
Estamos em período eleitoral. Além de votar, nós, eleitores temos outra preocupação: mais sujeira pela frente. Será que já não basta toda a sujeira que ocorre no cenário político?
Brunner Macedo, Gisllene Rodrigues, Marcos Reis, Vanessa Duarte
Filhotes na selva
O Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa 20 anos em vigor, garantiu o direito à educação, segurança e vida aos jovens brasileiros. A escola, local em que passamos boa parte de nossas vidas, indiscutivelmente contribui para a formação do cidadão, precisando, portanto, ser um ambiente saudável, o que não vem acontecendo.
Não há nada mais espantoso do que abrir os jornais e encontrar as escolas figurando nas páginas policiais. Uma série de acontecimentos expostos pela mídia evidencia que o ambiente escolar, lugar em que deveria existir segurança, não está proporcionando devida proteção aos seus alunos.
Recentemente, um caso transmitido pela mídia exemplifica a violência no âmbito escolar. Um menino de nove anos foi baleado dentro do Colégio Adventista, em Embu das Artes (São Paulo). Esse é um acontecimento que ilustra como os alunos estão desprotegidos no ambiente de ensino.
São vários os discursos políticos que mencionam a conservação da segurança nas instituições de ensino. Com isso é possível levantar a seguinte questão: Será que um político ao dizer que irá manter a segurança nas escolas tem noção de que, às vezes, ela nem sequer existe?
Uma pesquisa feita pelo Instituo Braudel em parceria com a Fundação Victor Civita revelou que 44% dos pais de alunos, da rede pública de São Paulo, dizem que a escola não oferece segurança aos alunos. A pesquisa mostra que 45% dos pais relatam saber de episódios de agressão física na escola dos filhos, 40% citam roubos e furtos e 32% fazem alusão a casos de drogas no pátio.
A violência nas escolas deve ser encarada como um problema cuja resolução depende de uma ação conjunta entre governo, profissionais do ensino e família. Enfim, a sociedade como um todo. Também é preciso que a escola deixe de ser considerada um “enlatado”, ou seja, um produto que o indivíduo compra, consome e descarta. A formação escolar não deve ser vista como uma mera etapa, mas sim fundamento de uma efetiva cidadania.
O poder de um líder
Valquíra Amaral, Sabrina Tomaz, Maria Tereza Borges, Deisiane Cabral e Clarice de Freitas
O voto é muito importante para a construção da cidadania brasileira, no entanto, as pessoas não dão o devido valor a essa poderosa arma democrática. Em época de eleição, muitos apelos são feitos aos eleitores para que os candidatos conquistem o cargo almejado. Para isso, eles usam de muitas propagandas e estratégias argumentativas para persuadir os cidadãos de que são os mais adequados para representá-los no governo do país.
Pobre de espírito é aquele eleitor que diz odiar política e, no dia de votação, vota naquele que dizem liderar as pesquisas para não ‘perder’ o voto, ou, então, vota naquele apoiado por alguém famoso. Nessas eleições, observamos isso acontecer claramente. São exemplos os casos da cantora Mara Maravilha, aparecendo para pedir votos para o marido, e o apresentador Raul Gil, pedindo votos para seu filho. Mas os casos mais notáveis são os da eleição para governador de Minas Gerais e da eleição para presidência do Brasil.
No início da campanha eleitoral para o governo de Minas, o candidato Antonio Anastasia estava perdendo nas pesquisas de intenções de voto, com apenas 18%. À medida que o ex-governador do estado, e então candidato ao senado, Aécio Neves apareceu em sua campanha, pedindo votos, Anastasia passou a liderar as pesquisas. Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, disse que as participações do ex-governador na TV eram decisivas para definir o voto de grande parte dos mineiros.
Essa autoridade de Aécio pode ser identificada como a influência de um líder de opinião, que é estudada em Teorias da Comunicação, na Teoria dos Efeitos Limitados. Nela, os meios de comunicação, para atingirem seus objetivos, precisam atingir os líderes de opinião primeiramente, pois esses têm a capacidade de mobilizar um grande número de pessoas. Eles têm a função de ‘filtrar’ as mensagens para o povo e de convencê-los a acreditar que o que eles dizem é o certo.
Outro grande líder de opinião dessas eleições é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assim como Aécio Neves, obteve mais de 70% de aprovação em seus mandatos. Além disso, o presidente foi considerado o homem mais influente do mundo pela revista americana Time. Prova disso é o fato de sua candidata Dilma Rousseff, antes uma completa estranha para os brasileiros, tornar-se a favorita para ocupar o cargo mais importante do nosso país devido à intensa presença de Lula em sua campanha. O jornal espanhol ‘El País’ chegou afirmar, em uma de suas edições, que Lula é o verdadeiro protagonista da campanha de Dilma à presidência.
Órgãos como o Datafolha e o Ibope desenvolvem pesquisas eleitorais com o objetivo de informar o eleitor sobre o índice de popularidade de cada campanha. Muitos são os cidadãos que, influenciados por essas pesquisas, mudam seu voto para adaptá-lo a preferência da maioria. O que muitos desses eleitores desconhecem é que tais pesquisas generalizam a opinião de toda a população brasileira, tomando por base o julgamento limitado de um pequeno percentual de eleitores, tal como em um pequeno número de cidades.
O voto é um direito e um dever. Saber usufruir dele com competência é o principal desafio a ser enfrentado pelo cidadão brasileiro. Principalmente em um país como o nosso, onde as propagandas políticas e os líderes de opinião exercem maior influência sobre o indivíduo do que sua própria consciência e sua experiência de vida. Sabemos perfeitamente que os políticos se utilizam de inúmeras estratégias argumentativas com o intuito de conseguir convencer o eleitor de que será seu melhor representante e, assim, conseguir seu voto. Isso é bem nítido. O cidadão deixa-se iludir muito facilmente com tais estratégias.
O fato é que, infelizmente em nosso país, o voto, o qual deveria ser uma arma para melhorar a situação do país, transformando a sociedade, não é visto dessa forma. Isso revela uma total falta de criticidade por parte do eleitor, cuja obrigação seria refletir sobre votar em um candidato que realmente poderia fazer a diferença, mas apenas deixa-se influenciar, sem ao menos exercer sua consciência crítica.
A Copa do Mundo é Nossa
Ana Beatriz Tuma, André Víctor Moura, Karina Mamede, Ronian Carvalho
A maioria dos brasileiros fica mais feliz e entusiasmada em época de Copa do Mundo. Nos horários dos jogos, muita gente deixa de lado as preocupações diárias. A impressão que se tem é que há o compartilhamento de um sentimento mútuo das pessoas de norte a sul, leste a oeste, para que a vibração seja mais forte e o Brasil levante a taça.
Quem está no Brasil durante essa época, certamente, percebe a vibração da população brasileira. No entanto, será que as Copas do Mundo de futebol representam apenas a aparente união e felicidade do povo brasileiro? Várias evidências mostram que se vestir, literalmente, de corpo e alma de verde e amarelo pode ter algumas implicações, no mínimo, indesejáveis.
Quando acompanham com muito afinco os jogos da seleção, a simples ideia de o Brasil perder uma partida representa um grande infortúnio na vida de muita gente. Ser desclassificado da Copa, então, nem se fala. Os corações batem fortes e a mil por hora quando há algum pênalti a ser cobrado e, assim, o risco de infarto se eleva a níveis extraordinários.
Uma pesquisa publicada pelo New England Journal of Medicine, em 2008, traz um estudo realizado durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e divulgou que a probabilidade de se ter um ataque cardíaco durante o jogo é duas vezes maior do que em condições normais. Os pesquisadores constataram que o número de crises hipertensivas e infartos foram 2,7 vezes maiores durante e até 2 horas após as partidas de futebol.
Além disso, durante os jogos da Copa, o brasileiro fica mais “folgado” em relação ao seu trabalho. Muitas vezes, isso ocorre devido à interrupção das atividades de muitas empresas no horário dos jogos, para que seus funcionários possam assistir aos 90 e “poucos” minutos da partida.
Também nessa época o brasileiro fica mais festeiro e fanfarrão, faz mais churrasco, festas, frequenta mais os bares. O problema mora aí: quando há mais festividades, aumenta o consumo de bebidas alcoólicas. Dessa maneira, ocorre a combinação de duas paixões nacionais: o futebol e a cerveja.
No entanto, essa bebida não gera só alegria, ela pode provocar outras conseqüências, conforme alerta o Centro de Controle de Intoxicações da Unicamp. Assim, do menor para o maior grau de intoxicação causado pelo álcool, a pessoa pode ter, entre outros: diminuição da inibição, perda de coordenação motora, mudanças comportamentais e até morrer. Além disso, por alterar o comportamento e afetar a saúde, ocorre uma sobrecarga nos hospitais.
E não para por aí: na educação, os cursinhos pré-vestibulares investem para que os alunos possam assistir aos jogos do Brasil nas escolas. Essa é uma proposta interessante para a educação, uma vez que, se todas as instituições de ensino apoiarem o entretenimento para os alunos, o aprendizado com certeza será maior e o consumo de bebidas pelos estudantes diminuirá – pelo menos durante os jogos. Se tais cursinhos não fazem isso, não adianta muito, pois a curiosidade em saber quem marcou os gols e todos os demais detalhes gera um clima de tensão na sala de aula.
Como se pôde observar, a Copa do mundo não é só alegria. É um despertar de sentimentos profundos, que geram ansiedade, felicidade, agressividade. O Brasil sediará, em 2014, a Copa do Mundo, vamos ver como ele vai se comportar!
Por um Brasil mais verde?
Amanda, Ana Flávia, Bruna e Patrícia.
"Tiririca supera um milhão de votos a deputado federal em SP"; "com 84,05% dos votos apurados em SP, ele tem 1.116.542." A principal preocupação dos brasileiros está relacionada com o voto consciente das pessoas, pois as eleições, além de ter importância na sociedade, é um ato de cidadania. Votar conscientemente resulta em bons resultados.
Tiririca (artista famoso, cantor e humorista) participou de vários programas televisivos e atuou com diversos famosos. Mas por acaso, caro leitor, você sabe quem é Maria Osmarina Maria Silva Vaz de Lima? E que essa mulher se importa muito com o futuro do nosso país e defende o meio ambiente?
A questão não é se a candidatura de Francisco Everardo Oliveira Silva (tiririca) influenciou no resultado do primeiro turno das eleições de 2010, mas que, ao contrário do esperado, eleição nos dias de hoje tem sinônimo de popularidade e emotividade. Muitos eleitores votam num candidato porque ele é famoso ou apareceu em programas de entretenimento, comprovando que as pessoas não procuram analisar corretamente os candidatos, suas propostas, forma de agir e coligações.
O brasileiro gosta do termo popular e, sinceramente, nesses sentidos eles podem e são considerados massa, pois só votam em pessoas que consideram já eleitas. É como futebol: se a maioria torce pra um time, ele vai querer torcer também. E quais são as conseqüências disto? Um Brasil com as mesmas características de liderança e governo.
Durante as campanhas eleitorais, foi muito comum ouvir pessoas dizerem frases do tipo: “Eu quero votar na Marina, mas ela não vai ganhar” ou “Quero mulher no poder! Votei na Dilma porque Marina não ganha”. Sabe por que ela não ganhou? Porque a população, principalmente feminina, pensou assim. Se realmente não fosse uma massa, iria parar e pensar: “se o voto é meu, eu vou votar nela, precisamos de uma governante com novas idéias”.
Felizmente, segundo pesquisas, os 19,3% que votaram nela acreditam em um Brasil diferente e pensam que, se ela foi uma boa senadora para o Acre e uma ótima ministra do meio ambiente, ela também tem a capacidade para assumir o governo brasileiro com dignidade e competência.
Agora a única coisa que nos basta é votar no segundo turno em petistas ou tucanos, e torcer para que daqui quatro anos, as pessoas não fiquem somente na vontade de votar em alguém justo, que se preocupe com o futuro de nossa nação, e façam dessa vontade uma ação!
Tabaco: um mal desnecessário
Amanda, Ana Flávia, Bruna e Patrícia
É um dado confirmado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o tabagismo é considerado o maior problema de saúde pública do mundo moderno. Existem hoje no mundo aproximadamente 1,1 bilhão de fumantes e cerca de 32 milhões deles estão no Brasil. Tanto aqui, quanto nos demais países, 90% das pessoas que fumam, iniciaram com o vicio ainda na juventude induzidos pela publicidade e pelo exemplo de ídolos, pais e amigos.
De acordo com dados a partir de pesquisas feitas por organizações de saúde de todo o mundo, 26% das mortes masculinas e 9% das femininas são atribuídas ao tabagismo. As doenças mais comuns atribuídas a este vício crônico são as doenças isquêmicas do coração, hemorragias cerebrais, doença pulmonar obstrutiva, e cânceres de pulmão, boca, laringe, esôfago e bexiga. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o fumo é responsável por 90% das mortes por câncer no pulmão, 97% do câncer da laringe, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema, 25% das mortes por derrame e por 50% dos casos de câncer de pele.
Diante de tantos dados preocupantes, é mais do que certo tomar medidas para proibir o ato de fumar em qualquer que seja o lugar. Em muitos casos, os fumantes obrigam os não-fumantes a fumar, pois esses confinados em ambientes fechados, como carros, escritórios, salas de espera, bares, restaurantes e outros, são afetados pela fumaça do cigarro dos fumantes. Ao respirarem passivamente esta fumaça, ao longo do tempo, os não-fumantes podem desenvolver os mesmos problemas circulatórios e respiratórios daqueles que fumam.
A conscientização sobre o tabagismo deve ser feita nas escolas ainda na infância, um trabalho sério com professores preparados e utilizando didáticas atuais focada no esclarecimento dos males causados pelo cigarro, ajudaria substancialmente no combate ao fumo. É importante também manter este trabalho de conscientização com os jovens, pois são eles que irão sustentar o vício por mais tempo tendo aumentado assim os riscos de não desenvolverem uma boa qualidade de vida. Cabe então ao governo de todas as esferas investirem na educação para que as pessoas tenham cada vez mais um menor contato e experiência com este mal desnecessário que é o tabaco.


