Oferta
Rinaldo Augusto
“Um homem metódico é um homem feliz”. Meu pai não foi um cara brilhante, mas aprendi com ele a filosofia simplista da objetividade: se você vai a um supermercado, por exemplo, porque acabou o molho de tomate no meio da sua receita, não faz sentido sair de lá com um jogo de lençol king size só porque aquele conjunto estampado estava em promoção. De qualquer maneira, meu almoço inacabado – uma lasanha – me espera pacientemente a alguns quarteirões de distância.
Passando por entre as prateleiras de macarrão instantâneo, refrigerantes e produtos de limpeza, seguindo em direção aos enlatados – atum, sopa de frango, milho verde e, claro, meu extrato de tomate –, eu presto mais atenção no comportamento dos meus colegas de compra do que nos cartazes vermelho-vibrante de oferta (NA COMPRA DE 5 UNIDADES, LEVE 6! EU DISSE 6!). Um senhor pára obediente em frente a uma liquidação em massa de bolachas de chocolate, abre sua carteira e conta suas notas de cinqüenta e vinte reais, sua aposentadoria provavelmente, e lança um olhar matemático às suas mercadorias.
Sabe, me pergunto que diabos aquele velho humildemente vestido procurava em tanta bolacha. Afinal, ele realmente parecia feliz quando colocou uma caixa do tamanho de um satélite artificial dentro do carrinho de compras. E, acreditem, essas felicidades de minuto são o que move a economia de um supermercado. Não sei o que se passa na cabeça daquele vovô, mas a sugestão das propagandas e anúncios surtiu o efeito desejado sem qualquer dificuldade: seus netos terão um duradouro estoque de gordura trans sabor chocolate.
Do outro lado do corredor, enquanto isso, – a poucas prateleiras do meu molho – a promessa de cabelos lisos feita por uma linha famosa de condicionadores faz os olhos de uma garota (quinze anos, no máximo?) brilharem. É sempre chato julgar as gerações mais novas, soa como o discurso típico daquele velho das bolachas, mas talvez, no final das contas, uma educação de qualidade deveria também ensinar as crianças a não serem tão vulneravelmente imbecis dentro de um supermercado, sem um mínimo de senso crítico – desgastada expressão usada por semi-intelectuais acadêmicos.
Mas a questão vai além, e me esqueço da fome e da lasanha pensando que, talvez, o que realmente importa para cada um daqueles compradores não é a realização dos desejos pessoais, ou tampouco a conquista da felicidade, e sim, o simples fato de querer. Muitos ali desejam o carro do ano, a garota mais linda e popular, a maior carreira de cocaína, quem sabe talvez fama televisiva ou o orgasmo perfeito. No entanto, a satisfação ao alcançar esses objetivos rapidamente se torna um problema, se apaga e desaparece. A felicidade é terrivelmente fugaz. O modelo do ano é superado, a esposa envelhece e desencanta, a droga vicia e não satisfaz, o status corrompe e o sexo vira produto. E, mais uma vez, a vontade de desejar move e inspira as mentes humanas, uma fábrica de expectativas. Olho pro relógio e deixo de lado essas divagações, jogando uma única lata vermelha em cima do banco traseiro do carro. Nada mais, nada menos. Afinal um homem metódico é um homem feliz.
UNIVERSITÁRIO SABICHÃO
Ana Beatriz Tuma, André Víctor Moura e Ronian Carvalho
Empolgadíssimo com a ideia de votar pela primeira vez para eleger o reitor da Universidade Fiel, onde estudo já há quase quatro anos, visto uma das minhas melhores roupas, camisa social inglesa, calça jeans americana e sapato italiano, e saio para ir à apresentação que haverá em um anfiteatro do campus.
Assim que chego, vejo que a plateia, formada por professores, funcionários da Universidade e, principalmente, por alunos, está ansiosa para conhecer os candidatos, pois, apesar dos boatos, ninguém tem certeza de quem são eles.
De repente, o atual reitor, Newton Moreira, sorridente, com seus cabelos grisalhos e em seu terno engomado de sempre e que lhe dá a aparência de um chefe de Estado, entra no anfiteatro e é recebido por uma salva de palmas. Logo após isso, a plateia fica em silêncio para ouvir suas palavras:
“Boa noite, caríssimos discentes, docentes e demais funcionários da nossa preciosa Universidade. Reuni-me com vocês hoje aqui para anunciar os nomes dos candidatos das chapas ‘Unidos Venceremos’ e ‘Universidade Para Frente’, que concorrem às eleições na busca por desempenhar a grata tarefa de administrar nossa universidade nos próximos quatro anos”.
As palavras de Newton Moreira são recebidas com muitos aplausos. Depois disso, todos ficam em silêncio novamente e ele prossegue:
“E o primeiro candidato a reitor que eu chamo para entrar aqui é o Professor Doutor Protógenes Temer, da chapa ‘Universidade para Frente’”.
Uma salva de palmas recebe o candidato. Protógenes, de cabelos tão negros que nem parecem naturais para um homem da sua idade, entra no anfiteatro bastante sorridente e, usando um terno que parece ainda mais engomado que o do reitor, aparenta ser um personagem de novela de época. Ele já é muito popular na Universidade, pois sempre está presente em todo evento que tem. Dizem até que ele faz isso para se autopromover. Além disso, ele é amigo de longa data de Newton Moreira.
O reitor volta a falar, agora com a voz mais baixa e não tão animada quanto antes: “E a outra chapa é a ‘Unidos Venceremos’, do professor Nilats da Costa.”
Poucos aplausos recebem o candidato. Ele entra no anfiteatro com um sorriso amarelo, vestindo camisa social, calça jeans e sapatos que parecem desgastados pelo uso. Depois disso, o microfone é passado para Protógenes Temer:
“Queridas pessoas que aqui estão, peço-lhes que votem em mim, pois, em minha gestão, equiparemos todas as salas de aula com computadores de última geração. Utilizaremos a Rádio e TV universitárias para divulgar o conhecimento produzido no campus e para dialogarmos mais ainda com vocês! Conseguiremos mais subsídios para as pesquisas e os projetos! Duplicaremos o número de laboratórios e anfiteatros! O conforto será expandido por toda a Universidade. Nenhuma crise financeira destruirá como um tsunami o ambiente acadêmico, pois, se ela vier a acontecer, será uma ‘marolinha’, que logo passará. Votem em mim, meus queridos, e o futuro de vocês estará garantido!”
Protógenes é muito aplaudido enquanto tem seu braço levantado pelo então reitor, que lhe dá um demorado abraço. Enquanto isso, Nilats da Costa pede o microfone a Newton Moreira, mas ele faz de conta que não o vê.
Várias pessoas à minha volta comentam que Protógenes sempre foi um bom professor, sempre pareceu honesto e bom caráter. E, além do mais, seu discurso soou muito convincente, devido à credibilidade que ele sempre teve no mundo acadêmico. Essas pessoas dizem que votarão nele e eu acho que vou fazer o mesmo.
De repente, ouço um som de sirene de ambulância e, em poucos segundos, vários enfermeiros e uma psiquiatra entram às pressas no anfiteatro. Eles correm para agarrar Protógenes, que tenta fugir, enquanto a psiquiatra se dirige a todos usando um megafone:
“Peço desculpas, mas esse não é Protógenes Temer, é, sim, seu irmão gêmeo Inilossum Temer, um psicopata que fugiu do manicômio e o aprisionou em um quarto de hotel para substituí-lo na campanha e desviar o dinheiro que seria empregado nela”.
A plateia fica surpresa com a bomba que acaba de cair sobre suas cabeças, o que é expresso por um longo: “Oooooooh!”.
Depois se soube que o verdadeiro Protógenes Temer disse, após um ataque de fúria que quase o levou a um infarto, que Inilossum fez isso porque ele não quis dividir o dinheiro desviado da campanha, fazendo a indignação e incredulidade aumentarem na Universidade Fiel.
Enquanto Inilossum tenta lutar contra os enfermeiros, seu terno cai no chão devido aos movimentos da luta e ele tem a manga de sua camisa rasgada, ficando o seu braço à mostra. Percebo que ele tem um nome tatuado. Enquanto ele é levado para a ambulância, ao passar por um espelho, consigo ler, pelo reflexo deste, sua tatuagem invertida: ‘Mussolini’.
Não sei por que, mas tenho a impressão de que já ouvi falar desse nome antes...
2471: Sem ele não vamos a lugar algum
Brunner Macedo, Gisllene Rodrigues, Marcos Vinícius Reis, Vanessa Duarte
Em uma típica tarde de setembro, o trânsito engarrafado como as veias obstruídas da política que se inflamam em período eleitoral, pude notar uma indesejada poluição sonora. Atormentava-me perceber que está fixada em minha cabeça meia dúzia de jingles políticos 2471, 2471, 2471, 2471... Quantas vezes mais terei de ouvir esse número hoje?Como todo bom brasileiro, preciso alimentar um certo hábito: ir ao encontro do meu cafezinho que me aguarda no balcão do botequim. Como é bom poder me distrair após um dia exaustivo de trabalho!
“Garçom! Garçom! O de sempre, por favor...”
Há certas regalias que só um velho cliente assíduo como eu pode desfrutar. O café está na mão em poucos minutos. Um bochicho na mesa ao lado me chamou a atenção. Um senhor franzino, calvo e com um bigode de dar inveja a qualquer Sarney, acompanhado por um outro sujeito de expressão irreverente, pareceu-me familiar. Desci os olhos e pude ver que o senhor trazia um broche junto à camisa estampando adivinhe o quê? 2471!
Perdoe-me, caro leitor, pela minha indiscrição. Não pude deixar de bisbilhotar a conversa quando percebi que o responsável por me atormentar nos últimos dias estava ali, bem pertinho de mim.
Os dois homens discutiam a gravação de um programa eleitoral a ser veiculado na TV. Eles planejavam uma visita ao que eles chamavam de comunidade carente, mas que, na verdade, é a boa e velha favela. “Vamos abraçar crianças sujas! Vamos dar a mão às grávidas!” Dizia o 2471.
O candidato tramava usar outra arma, a educação como bandeira, dizendo: “Precisamos melhorar a educação pública! O povo gosta de ouvir isso!”
O sujeito que julgo ser o assessor rebatia: “E como você pretende fazer isso?”
O 2471 respondeu sem hesitar: “Não sei, no Congresso Nacional eu penso nisso.”
Notei que o candidato, envergonhado do que disse, procurou se corrigir: “Quero dizer, tenho ideias brilhantes! Vou colocar computadores em todas as escolas deste país! Será um sucesso, não acha?”
“Com certeza, meu caro amigo! É mais fácil implantar tecnologia nas escolas que deixar os professores satisfeitos. Se você não ganha o voto dos mestres, ganha o voto do povão! Mais alguma estratégia?” Indagou o assessor.
“Influenciar o povo é fácil! É só dizer ao povo aquilo que ele quer ouvir, e pronto!” Concluiu o indivíduo que se considera preparado para nos representar.
Paguei meu café e fui embora.
2471 com ele não vamos a lugar algum!
À distância novas oportunidades
Ana Clara Macedo, Karina Mamede, Mariana Goulart e Nayla Gomes
Estudar não é o meu forte, sempre pego recuperação no final do ano esse sempre é motivo das discussões lá em casa. Meu pai tenta acalmar os ânimos dizendo que isso é normal, que é só uma fase. Minha mãe, por sua vez, mesmo tendo que administrar todos os afazeres do lar, coloca os estudos em primeiro lugar e cobra de mim e dos meu irmãos uma postura mais compromissada com as atividades escolares.
Ela levanta às seis da manhã todos os dias, vai até quarto e chama a mim e meus irmãos, prepara o café, volta no quarto e, aos berros, tenta nos tirar cama mais uma vez, toma café e finalmente nos leva para a escola. Assim que chega em casa, ela começa a faxina: põe a roupa na máquina, arruma as camas, lava a louça, pendura a roupa no varal, tira a carne do freezer, limpa a casa e começa a preparar o almoço. É quando a gente chega as escola com o papai. A conversa do almoço nunca muda, minha mãe insiste no mesmo assunto:
- Como foi na escola hoje?
- A mesma chatice.
- Se eu tivesse a oportunidade que vocês têm eu aproveitaria ao máximo!
- Já que você gosta tanto, por que não faz os meus deveres?
- Porque assim você não aprende! Mas não me canso de dizer que posso te ajudar, estou aqui a sua disposição.
De tanto insistir, acabei cedendo e aceitei sua ajuda. Em uma tarde, pedi a ela que, depois que terminasse os serviços da casa, me ajudasse com um trabalho de literatura. Percebi que isso a empolgou. Assim que ela começou a me explicar, notei a sua facilidade em ensinar, e pasme, eu aprendi. A partir de então, sua ajuda com as lições do colégio se tornou freqüente. Certa vez, durante o almoço, quem perguntou sobre os estudos fui eu. Questionei minha mãe sobre a possibilidade dela cursar uma faculdade de pedagogia, já que ela tinha facilidade em ensinar e gostava de fazer isso. Surpresa, ela disse que vontade não lhe faltava, mas a casa e os filhos tomavam todo seu tempo. Além disso, na cidade em que moramos, não há o curso de pedagogia.
Naquele momento, percebi que talvez eu pudesse ajudá-la. Conversei com alguns professores e descobri que, hoje em dia, existem cursos de graduação à distância voltados para alunos que, assim como minha mãe, têm os horários por conta de outros compromissos ou que moram em cidades que não possuem o curso desejado. Pesquisei na internet sobre algumas universidades que disponibilizam esses programas de ensino e me deparei com o curso de Pedagogia à Distância oferecido pela Universidade Federal de Uberlândia.
Contei as novidades à minha mãe e, mais do que depressa, ela se informou quanto às formas de ingresso e passou a estudar todos os dias para o vestibular. No dia do resultado, estávamos todos ansiosos e sua aprovação nos deixou muito orgulhosos. Seu empenho serviu de exemplo para mim e meus irmãos e, pouco a pouco, fomos nos interessando pelos estudos.
Minha mãe consegue conciliar o curso com os trabalhos da casa. A flexibilidade oferecida pela modalidade exige muita disciplina por parte dos alunos e, quanto a isso, minha mãe não decepciona. Restam dois anos até que ela se forme, mas já é possível perceber que minha mãe será uma professora competente. A única coisa que me incomoda é o fato de ter uma professora em casa em tempo integral. Fazer o que, não é?
H² = c² + c²
Clarice de Freitas, Maria Tereza Borges e Sabrina Tomaz
Outro dia, enquanto assistíamos à aula de Antropologia, um professor meio grisalho e meio louco, com seus insights de cientista social, nos fez perceber que, desde crianças, estamos expostos à manipulação. Começou falando sobre a verdade e, a partir disso, nos mostrou que nunca devemos tomar algo como verdade sem questionar. Citou, então, um exemplo da matemática e no quadro negro desenhou um triângulo retângulo, perguntando se sabíamos por que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. É, não sabíamos. Era algo que tinham nos passado como absoluto, uma verdade dogmática, e nunca tínhamos nos dado o trabalho de saber o porquê. Simplesmente usávamos a fórmula, sem nem querer saber como ela era o que era. Pensamos “Esse cara é louco!”, mas depois percebemos que as loucas éramos nós por aceitar a fórmula sem perguntar as suas origens, assim como todas as outras coisas que nos foram passadas desde o ensino básico.
Por que colorimos as nuvens de azul, se elas são brancas? Por que pintamos os raios solares de amarelo, se a sua luz é branca? Alguém sabe por que o quadrado da soma de dois termos é igual ao quadrado do primeiro termo mais duas vezes o primeiro termo vezes o segundo mais o quadrado do segundo termo? Jesus! Quantas coisas nos são impostas e nunca paramos para pensar nisso.
Por que as novelas têm um final sempre feliz, nos dando a ilusão de que, na nossa vida, tudo vai dar certo um dia? Às vezes, tudo o que aparece na televisão, aceitamos como verdade e nos tornamos seres passivos, que não se dão ao trabalho de buscar as respostas. Isso se chama manipulação. Este mecanismo é estudado pela Escola Americana, que percebeu que os meios de comunicação são vistos como onipotentes e os receptores, passivos. Essa visão tem o nome de Teoria Hipodérmica, uma referência à agulha hipodérmica, que coloca o seu conteúdo em nossas veias sem que possamos fazer qualquer coisa.
Quem poderia imaginar que, em uma aula de Antropologia, perceberíamos tudo isso? Quem poderia imaginar que nesse tempo todo éramos tratados, e realmente agíamos, como passivos? Sabíamos que podíamos questionar, sabíamos que havia outras maneiras de enxergar os fatos, mas não nos movíamos, não queríamos discutir. É, quase ninguém poderia imaginar. Somente um tal de Laswell, conhece? É aquele, primo em primeiro grau do cara da Indústria Cultural, nosso querido Theodor Adorno.
Vinte minutos e uma crônica
Amanda, Ana Flavia, Bruna Isa e Patrícia
Sim! Vinte minutos era o tempo que tínhamos para fazer uma crônica, e estávamos desesperadas para escrevê-la, pois cantamos e não escrevemos nada. A professora Cida não parava de rondar, até participou das nossas cantorias. Pensamos em praças, amores e crianças, porém, nada deu certo. Com esses temas, não saímos do primeiro parágrafo.
Era fim de tarde de uma terça-feira, estávamos na agência de notícias em frente a um computador esperando uma luz divina. O tempo passava, o calor não ajudava e tudo que queríamos era ir embora. Até que surgiu, no meio de uma brincadeira, a brilhante idéia: por que não fazer uma crônica sobre o agora?
Bom, o assunto proposto pela professora era falarmos algo relacionado com comunicação e educação; poderíamos falar sobre professores, escolas ou aulas, mas isso todo mundo já está careca de saber. Foi então que resolvemos abordar esse assunto a partir do nosso ponto de vista. Mas, afinal, o que é comunicação? E como ela pode se relacionar com a educação?
É indiscutível que a comunicação está presente no dia-a-dia das pessoas, no modo como elas se relacionam e principalmente na educação, através de meios de comunicação e de objetos dessa, nós todos aprendemos mais facilmente, e as aulas não ficam maçantes.
Quem nunca gostou de uma aula de química no laboratório em vez de ficar estudando equilíbrio iônico na sala? Quem nunca preferiu analisar um animal no laboratório de biologia ao em vez de estudar fisiologia?
Bem, pelo menos quando estávamos no ensino médio, adorávamos aulas que tinham filmes, gincanas, pois assim, além de ser mais fácil de aprender, prestávamos mais atenção e nos lembrávamos mais dessas partes da matéria na hora das terríveis provas.
Nossa! E falando em filme, lembramos do Quarto Poder, filme que o Gerson passou pra nossa turma semestre passado. Ah! Alias, nós fazemos jornalismo e Gerson era o nosso professor de Mídias e Comunicação e agora é de PIC II. Bom mas isso não importa, voltando ao filme, ele mostrava como a televisão manipula as pessoas para que essas sigam determinadas atitudes.
Falando em manipulação, essa é uma teoria até interessante que vimos com a professora Adriana. A teoria chama Teoria da Bala Mágica ou da Agulha Hipodérmica, estranhos os nomes, né? Mas nós não vamos explicar o porquê do nome agora não, se você quiser saber, procura lá no Google. Essa teoria fala que os meios de comunicação manipulam as pessoas fazendo-as agirem conforme a mídia quer, mas para haver tal manipulação, como a professora explicou, é preciso que o indivíduo esteja isolado física e psicologicamente... o que não é difícil nos dias de hoje, pois cada vez mais as pessoas se isolam em um mundo que muitas vezes não é real.
Portanto, quem estiver lendo esta crônica, vê se presta atenção no que nós falamos e também no que você assiste e ouve, pois é preciso ter criticidade, e quem sabe esta não nos levará à melhoria da educação e a formação de pessoas com mais ética?
Pois é, os nossos vinte minutos acabaram, e temos mais coisas para fazer como fichamentos e resenhas.
